Esclerose múltipla e saúde mental: superando a ansiedade e a depressão com resiliência

By Wolf Neuman 5 Min Read

Conforme apresenta a Dra. Dayse Ketren Souza, a Esclerose Múltipla (EM) é uma condição neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Além das dificuldades físicas, os pacientes frequentemente enfrentam desafios psicológicos, como ansiedade e depressão. Afinal, o impacto psicológico da doença pode ser tão significativo quanto os sintomas físicos, alterando a qualidade de vida. 

A seguir, exploraremos como os pacientes com esclerose múltipla podem lidar com os efeitos psicológicos da doença e encontrar formas de cuidar da saúde mental.

Como a esclerose múltipla afeta a saúde mental?

A esclerose múltipla pode impactar a saúde mental devido aos danos no sistema nervoso central, causando alterações no humor, comportamento e funções cognitivas. Esse fator aumenta a vulnerabilidade a transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão. A ansiedade surge pela incerteza em relação ao futuro, enquanto a depressão é alimentada pelas limitações físicas e pelas mudanças no estilo de vida, gerando sentimentos de perda e desesperança, como explica Dayse Ketren Souza. 

Além disso, o estigma associado à esclerose múltipla pode intensificar os desafios psicológicos. O medo de ser julgado ou de não ser compreendido por outros pode levar os pacientes a se isolarem socialmente, o que, por sua vez, pode piorar os sintomas de depressão. A falta de apoio emocional adequado pode aumentar ainda mais a sensação de solidão e sofrimento. Por isso, compreender o impacto psicológico da doença é essencial para oferecer uma abordagem mais integrada ao cuidado dos pacientes.

Quais estratégias podem ajudar a lidar com a ansiedade na esclerose múltipla?

Lidar com a ansiedade da esclerose múltipla requer uma abordagem multidisciplinar, incluindo psicoterapia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a reverter pensamentos negativos. O acompanhamento psicológico contínuo oferece um espaço seguro para expressar preocupações, enquanto técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, auxiliam na redução do estresse e controle da ansiedade.

Dayse Ketren Souza
Dayse Ketren Souza

Outro aspecto importante é o apoio social. A Dra. Dayse Ketren Souza orienta que ter uma rede de apoio composta por familiares, amigos e outros pacientes com EM pode proporcionar uma sensação de pertencimento e compreensão. Logo, participar de grupos de apoio, onde é possível trocar experiências e aprender com as vivências de outros, também pode ajudar a reduzir a sensação de ansiedade e solidão. Juntos, esses elementos formam uma base sólida para o controle da ansiedade.

Como os pacientes podem combater a depressão associada à esclerose múltipla?

O tratamento da depressão em pacientes com esclerose múltipla pode ser complexo, pois envolve não apenas os aspectos emocionais, mas também os físicos. O acompanhamento médico é fundamental para avaliar a necessidade de medicamentos antidepressivos, que podem ser prescritos para equilibrar os neurotransmissores e aliviar os sintomas depressivos. No entanto, os medicamentos devem ser usados com cautela, considerando as interações possíveis com outros tratamentos da EM.

Além da medicação, adotar hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, pode melhorar a saúde mental, conforme destaca Dayse Ketren Souza. A atividade física libera endorfinas, que promovem o bem-estar. Mesmo com as limitações da doença, manter-se ativo ajuda a melhorar o humor e reduzir a depressão. O tratamento médico, apoio psicológico e mudanças no estilo de vida formam um plano eficaz para combater a depressão. 

Enfrentando os desafios emocionais com resiliência

Em suma, a Dra. Dayse Ketren Souza frisa que lidar com os impactos psicológicos da esclerose múltipla exige cuidados médicos, apoio emocional e autocuidado. Ansiedade e depressão são comuns, mas com suporte adequado e estratégias eficazes, é possível reduzir seus efeitos e melhorar a qualidade de vida. Sendo assim, investir na saúde mental e física ajuda os pacientes a desenvolverem resiliência e enfrentarem a doença com mais confiança. 

Autor: Wolf Neuman

Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital 

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