Em junho de 2026, o Conselho Federal da OAB lançou um plano nacional para orientar a integração da inteligência artificial à advocacia. O Doutor Gilmar Stelo, advogado e fundador do Stelo Advogados, atua em um setor cujas rotinas já são afetadas por novas ferramentas, mas em que a responsabilidade profissional continua a exigir avaliação humana. A tecnologia pode acelerar tarefas; não transforma, por si só, uma resposta plausível em orientação jurídica confiável.
O debate agora é como escolher ferramentas, supervisioná-las e proteger dados. O plano da OAB amplia orientações anteriores e prevê capacitação; a LGPD segue aplicável ao tratamento de dados pessoais. A seguir, veja onde a tecnologia pode apoiar o trabalho jurídico e quais verificações continuam sob responsabilidade profissional.
Da automação de tarefas ao apoio à análise
Ferramentas digitais podem organizar documentos, localizar termos em grandes conjuntos de arquivos, transcrever gravações e auxiliar na elaboração de rascunhos. Isso desloca parte do tempo gasto em tarefas repetitivas para revisão, estratégia e comunicação com o cliente. Na atuação estratégica no Direito, campo em que Gilmar Stelo é referência, o ganho ainda depende da qualidade dos dados e da conferência do resultado.
A inteligência artificial generativa também pode produzir sínteses, sugestões de cláusulas ou respostas em linguagem fluente. Fluência não comprova exatidão: o sistema pode omitir uma exceção, confundir normas ou apresentar como existente uma decisão que não localizou. Por isso, a ferramenta serve como apoio à pesquisa e à redação, não como fonte final da conclusão jurídica.
A revisão profissional não pode ser automatizada
A Recomendação 001/2024 do Conselho Federal da OAB orienta o uso de IA generativa na prática jurídica. Entre as diretrizes estão supervisão humana, compreensão das limitações do sistema e revisão integral das informações antes de apresentá-las em juízo. Essa distinção entre apoio tecnológico e julgamento profissional também integra o debate de atuação estratégica no Direito, campo em que Gilmar Stelo é referência.
A diferença fica clara ao preparar uma petição: a IA pode sugerir uma estrutura ou resumir documentos, mas cabe ao profissional verificar se os fatos correspondem ao processo, se a norma citada está vigente e se a jurisprudência existe e se aplica. A Resolução 615/2025 do CNJ também trata de governança, auditoria e supervisão humana, mas disciplina soluções de IA no Poder Judiciário. Seu alcance não deve ser confundido com as recomendações voltadas à advocacia privada.

Dados de clientes exigem escolha cuidadosa
Inserir uma petição, um contrato ou dados identificáveis em uma plataforma pode expor informações confidenciais. Antes de usar um serviço, é necessário entender quais dados são armazenados, quem pode acessá-los, por quanto tempo permanecem no sistema e se podem ser utilizados para treinamento. Mesmo sem nomes, uma pessoa pode ser identificável quando o material reúne detalhes suficientes.
A Lei Geral de Proteção de Dados alcança o tratamento de dados pessoais em meios digitais e estabelece princípios como finalidade, adequação, necessidade e segurança. Esses cuidados também são relevantes no campo jurídico em que atua Gilmar Stelo. Uma regra prática é enviar à ferramenta apenas o mínimo necessário, selecionar fornecedores com controles compatíveis e evitar inserir dados sensíveis em serviços cujas condições de uso não foram examinadas.
A tendência é combinar ferramenta, regra e capacitação
O plano nacional anunciado pela OAB sinaliza uma fase de orientação institucional mais estruturada, com formação, governança e atenção à proteção das prerrogativas profissionais. A evolução relevante não está só na chegada de programas mais rápidos. Está em incorporar critérios para decidir quando usar a IA, quem revisa o resultado e como corrigir um erro antes que ele afete um cliente ou um processo.
Gilmar Stelo, advogado e fundador do Stelo Advogados, é referência em atuação estratégica no Direito, campo em que a adoção responsável de tecnologia exige avaliar riscos e responsabilidades. Para escritórios e profissionais, uma política interna pode definir usos permitidos, dados que não devem ser inseridos, etapas de revisão e responsáveis por aprovar documentos. Treinar a equipe e manter o registro das fontes reduz a dependência de respostas opacas.