O 28º ‘Prêmio da Música Brasileira’ celebra natureza camaleônica de Ney

Um dos maiores cantores do Brasil e do mundo de todos os tempos, Ney Matogrosso é o homenageado da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira. O tributo está previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em julho deste ano de 2017 – um mês antes de o artista sul-mato-grossense completar 76 anos de vida, em 1º de agosto, com vitalidade juvenil – em cerimônia dirigida por José Maurício Machline, criador do prêmio de maior repercussão no universo pop brasileiro.
Inclassificável pela própria natureza da voz de timbre único que tangencia o registro dos tenorinos com tessitura de contralto, Ney é dos raros cantores que conseguiu permanecer relevante em cena ao longo de cinco décadas. Tanto que o último show do artista, Atento aos sinais, em cartaz desde fevereiro de 2013, permanece em turnê nacional com casas cheias há mais de quatro anos. Um recorde na trajetória do intérprete.

Um dos maiores cantores do Brasil e do mundo de todos os tempos, Ney Matogrosso é o homenageado da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira. O tributo está previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em julho deste ano de 2017 – um mês antes de o artista sul-mato-grossense completar 76 anos de vida, em 1º de agosto, com vitalidade juvenil – em cerimônia dirigida por José Maurício Machline, criador do prêmio de maior repercussão no universo pop brasileiro. Inclassificável pela própria natureza da voz de timbre único que tangencia o registro dos tenorinos com tessitura de contralto, Ney é dos raros cantores que conseguiu permanecer relevante em cena ao longo de cinco décadas. Tanto que o último show do artista, Atento aos sinais, em cartaz desde fevereiro de 2013, permanece em turnê nacional com casas cheias há mais de quatro anos. Um recorde na trajetória do intérprete. Tem sido assim desde que essa voz afiada e afinada cruzou meteoricamente o Brasil em 1973 como integrante do trio Secos & Molhados, grupo do qual Ney saiu logo em 1974 para voar solo, sem rótulos e sem amarras. Facho andrógino de luz em período de trevas, o canto de Ney desconhece fronteiras estilísticas desde então. Com naturalidade, o camaleônico intérprete vai das melodias sentimentais do compositor dito erudito Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) ao rock mais indie, passando pela vanguarda de Itamar Assumpção (1949 – 2003). Avesso ao circo das badalações, Ney de Souza Pereira anda pelas ruas como cidadão comum, sem a fantasia e a máscara do palco. Mas esse homem comum se tornou uma das referências máximas do canto popular de um Brasil povoado por cantoras. Ney troca de pele a cada disco ou show, sempre se recusando a olhar a carreira pelo retrovisor. Os espetáculos podem ser de natureza camerística ou de pegada roqueira, mas fogem do formato revisionista e sempre têm a atitude pop do artista, bicho homem de palco. Tanto que, embora tenha gravado grandes álbuns ao longo de discografia quase irretocável, Ney é mais celebrado popularmente pelos shows do que pelos discos. É no palco que o camaleão se movimenta com mais liberdade e com mise-en-scène sexualizada, inquietante, teatral, provocativa. Por tudo isso, e por muito mais, Ney Matogrosso merece a homenagem que lhe será prestada no 28º Prêmio da Música Brasileira em 19 de julho. (Crédito da imagem: Ney Matogrosso em foto de Marcelo Faustini)
Tem sido assim desde que essa voz afiada e afinada cruzou meteoricamente o Brasil em 1973 como integrante do trio Secos & Molhados, grupo do qual Ney saiu logo em 1974 para voar solo, sem rótulos e sem amarras. Facho andrógino de luz em período de trevas, o canto de Ney desconhece fronteiras estilísticas desde então. Com naturalidade, o camaleônico intérprete vai das melodias sentimentais do compositor dito erudito Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) ao rock mais indie, passando pela vanguarda de Itamar Assumpção (1949 – 2003).
Avesso ao circo das badalações, Ney de Souza Pereira anda pelas ruas como cidadão comum, sem a fantasia e a máscara do palco. Mas esse homem comum se tornou uma das referências máximas do canto popular de um Brasil povoado por cantoras. Ney troca de pele a cada disco ou show, sempre se recusando a olhar a carreira pelo retrovisor.
Os espetáculos podem ser de natureza camerística ou de pegada roqueira, mas fogem do formato revisionista e sempre têm a atitude pop do artista, bicho homem de palco. Tanto que, embora tenha gravado grandes álbuns ao longo de discografia quase irretocável, Ney é mais celebrado popularmente pelos shows do que pelos discos. É no palco que o camaleão se movimenta com mais liberdade e com mise-en-scène sexualizada, inquietante, teatral, provocativa.
Por tudo isso, e por muito mais, Ney Matogrosso merece a homenagem que lhe será prestada no 28º Prêmio da Música Brasileira em 19 de julho.
(Crédito da imagem: Ney Matogrosso em foto de Marcelo Faustini)

 

Fonte : G1

Comente essa matéria

comentários

You might also like More from author

Simple Share Buttons